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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

AEA debate airbag, ABS e cadeirinha para criança em automóveis


A AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva realiza, no dia 10 de agosto, das 9h às 17h, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo, o seminário “Os Novos Desafios da Engenharia de Segurança Veicular”, coordenado por Harley Bueno, diretor de Segurança Veicular da entidade.

No evento, serão discutidos pontos relacionados ao atual cenário da engenharia de segurança veicular por meio de projeto de componentes mais seguros, normas e legislações. Mas o objetivo central do seminário é demonstrar aos profissionais do setor automotivo e de autopeças os principais aspectos que devem receber atenção especial, objetivando não só atender à legislação vigente, mas também às expectativas de um público consumidor cada vez mais consciente e exigente quando o assunto é segurança.

A programação conta com painéis que abordam temas como “A correta utilização do ABS – segurança ativa e suas utilizações”, que será ministrado pelo gerente de Marketing da Bosch, Carlos Gibran. Já os engenheiros Oliver Schulze, de Desenvolvimento da Takata, e Analia Jarvis, de Produto da Autoliv, abordam o assunto “O futuro do airbag no Brasil”. Em seguida inicia a palestra de “Tecnologia de segurança em motocicletas”, com diretor executivo da Abraciclo, Moacyr Alberto Paes, e o tema “Sistema de simulação de impactos veiculares - The role of crash simulation sled in safety development”, com Juergen Kraemer, Product Management of Crash Simulation Sled Systems, da Instron.

No período da tarde, mais três palestras e um debate fecham o seminário de Segurança Veicular, a começar por “Classificação NCAP no mundo”, com o diretor da Carhs Training GMBH, Rainer Hoffmann, seguida por “Peça Pirata – sua segurança em risco”, com Antonio Carlos Bento de Souza, do Sindipeças, e, por fim, a apresentação “A importância do cinto de três Pontos para passageiro”,com José Celso Mazarin, da Chris Cintos.

O último bloco do seminário, um debate sobre “Veículos e dispositivos de retenção para crianças – conflitos e soluções”, com o professor de Engenharia Mecânica da Unicamp – Universidade Estadual de Campinas, Celso Arruda, Marcus Vinicius, da Fiat, e Rita Moura, da Abramet, com a mediação da jornalista e apresentadora do Programa Auto Esporte, Silvia Garcia.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

REATECH, Feira de Reabilitação, começa amanhã em SP


Começa amanhã em São Paulo, no Centro de Exposições Imigrantes, a nona edição da Reatech, Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, -terceiro maior evento do setor no mundo- apresentando produtos específicos para pessoas portadoras de deficiência física, e incentivando a sociedade a debater sobre o tema.

Entre outros produtos, estarão expostos automóveis de diversas marcas, adaptados para o uso de deficientes físicos. No Brasil, aproximadamente 15% da população possui alguma deficiência e cerca de 500 pessoas todos os dias adquirem algum tipo de deficiência. É dentro deste cenário que o setor de produtos e serviços para reabilitação movimenta cerca de R$ 1,5 bilhão no País, sendo R$ 200 milhões só com vendas de cadeiras de rodas e mais de R$ 800 milhões em automóveis e adaptações veiculares.

Destinado a apresentar soluções para pessoas com deficiências físicas, mentais, visuais, auditivas e múltiplas, além de seus familiares e profissionais da área, o evento, que tem entrada franca, será realizado entre os dias 15 e 18 de abril, no Centro de Exposições Imigrantes (São Paulo) e contará com transporte gratuito de ida e volta, saindo da Estação Jabaquara do Metrô (Rua Nelson Fernandes).

A expectativa é de que cerca de 35 mil pessoas visitem a Feira durante os quatro dias de duração. Além da exposição de produtos, a Reatech contará com uma extensa programação de artes cênicas e grupos de dança compostos por artistas com deficiências; atividades de Pet e Equoterapia; galeria de arte; parque infantil adaptado; quadras adaptadas para a prática de esportes; test-drive de carros adaptados, de cadeiras de rodas motorizadas e scooters; palestras, congressos médicos, seminários e atividades abertas ao público entre outras atrações.

Incorporando os conceitos de acessibilidade corporativa e empregabilidade, diversas
empresas também utilizam a feira como mecanismo de captação de currículos de pessoas com deficiências. Só na última edição, foram oferecidas pelos expositores mais de 6.500 vagas de trabalho para pessoas com deficiência.

Toyota no evento
A Toyota participará da Reatech visando ampliar a acessibilidade às pessoas portadoras de deficiência aos automóveis, com esclarecimentos sobre procedimentos para retirada de documentação, uso dos incentivos fiscais previstos em Lei e utilização cotidiana do carro. A montadora irá expor o sedã médio Corolla e os utilitários esportivos SW4 e RAV4, que também estarão disponíveis (exceto RAV4) para teste-drive numa pista exclusiva na área externa.

Programa Toyota de Inclusão
A Toyota apóia a mobilidade para portadores de deficiência e, por esse motivo, possui uma ação especial para esse público: o Programa Toyota de Inclusão. Neste Programa, as pessoas com necessidades especiais podem obter informações sobre procedimentos para habilitação, isenção de impostos e adaptação veicular.

A Lei de isenção de ICMS (Imposto Sobre Circulação sobre Mercadorias) e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) estabelece a inclusão de veículos que tenham preço sugerido no limite de R$ 70.000,00. Dentro desse cenário, a Toyota destaca o seu Corolla de entrada, o XLi 1.8 16V VVT-i Flex, com até 136 cv de potência e câmbio automático, vendido a R$ 65.010,00.

Serviço Reatech 2010
De 15 a 18 de abril
Centro de Exposições Imigrantes
Rodovia dos Imigrantes Km 1,5 – São Paulo
Funcionamento: 15 e 16/04 – das 13h às 21h, 17 e 18/04 – das 10h às 19h

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Celular e SMS, perigo ao volante


O departamento (ministério) dos transportes americano fez uma reunião com montadoras, advogados de segurança, laboratórios e centros de estudos de segurança de trânsito, para discutir um enorme problema de momento: o uso cada vez mais comum de pessoas que enviam mensagens de texto (daí o nome texting) enquanto dirigem.

Clarence Ditlow, diretor do Center for Auto Safety, centro para segurança automotiva, que advoga pela segurança no trânsito, é uma das pessoas que há já algum tempo combate o uso do celular ao volante, mas agora está dando mais atenção ainda ao texting. Diz ele, “As montadoras podem fazer muito, cortar toda a telemática integrada quando o carro é colocado em Drive. Se você quer seriamente combater a distração ao volante, é o que vai ter de fazer.”

O anúncio da reunião, chamada de summit (cume, ápice, auge), foi feito logo após o estouro de um escândalo em que o grupo de Ditlow processou o departamento por ter escondido os resultados de um estudo da administração nacional de segurança de trânsito rodoviário sobre a cada vez mais comum (e funesta) tendência de pessoas que falam ao celular e ainda por cima enviam mensagens de texto enquanto dirigem.

O secretário (ministro) Ray LaHood convidou autoridades de trânsito, advogados de segurança, chefes de policia, professores universitários, fabricantes de veículos e fornecedores, para juntos discutirem idéias de como combater a distração ao volante, em especial a aparentemente mais problemática de todas, escrever e enviar mensagens de texto enquanto dirigem. Diz LaHood, “Se dependesse de mim, proibiria texting ao dirigir, mas infelizmente as leis nem sempre são suficientes.” Texting ao dirigir é ilegal em 14 estados e no distrito de Columbia (Washington, capital).

Um ano atrás, um trem que funcionava como metrô de superfície passou um sinal vermelho e bateu num trem de carga, matando 25 pessoas e ferindo 135 outras. O maquinista estava enviando uma mensagem de texto. Em Peoria, no estado de Illinois, quase a este mesmo tempo uma garota de 17 anos de idade morreu ao sair da estrada enquanto enviava uma mensagem.

Mesmo o sistema Sync da Ford, que parece evitar problemas em todos os seus itens de entretenimento devido aos comandos de voz, também não resolve o perigo do texting. O Sync foi testado no laboratório VIRTEXX, VIRtual Test Track Experiment, e rendeu toneladas de informações a respeito das distrações dos motoristas, entre elas as diferenças entre os hábitos de jovens e de pessoas de terceira idade – diferenças essas que a Ford repassou ao governo e aos laboratórios de segurança. Os mais jovens, por exemplo, tendem a teclar com muito mais rapidez, mas o fazem olhando por mais tempo o celular – e os jovens já são o grupo de maior risco. O comando de voz torna o celular muito menos inseguro – desde que o sistema, no automóvel, seja projetado de maneira a não tirar os olhos do motorista da estrada.

Mesmo assim, a tendência de todos os responsáveis por esses estudos é de proibir o envio de mensagens a partir do momento em que a transmissão automática (quase a totalidade dos automóveis e dos veículos comerciais leves nos Estados Unidos) for colocada em Drive – ou provavelmente haverá uma verdadeira epidemia de acidentes de grande monta e freqüência.

(Texto reproduzido do site www.techtalk.com.br)
http://www.techtalk.com.br/novo/index.php?pagina=tech_by_mail.php?id=1539